domingo, julho 18, 2010

Reclames - 55

Reclames - 55: "
SABONETES

Três peças publicitárias de sabonetes, do fim dos anos 50, início dos 60, quando a TV ainda era em preto e branco.

SABONETE LEVER


SABONETE GESSY


SABONETE LUX (com Regina Duarte)


"

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

ATENÇÃO

O Portatreko agora está conectado ao BAR DO BULGA.
Tá tudo lá.

Obrigado!!

domingo, março 08, 2009

sábado, fevereiro 21, 2009

A Patota



Chamada de estréia da "novela jovem" (novela infantil) de Maria Clara Machado, "A Patota", exibida em 1973 pela Tv Globo. Destaque para o filho de Grande Otelo e para a então menina Rosana Garcia (a Narizinho do "Sítio do Pica Pau Amarelo).



Débora Duarte – Neli
Mário Gomes – Jorge
Marcos Nanini – Professor Simões
Reynaldo Gonzaga – Milton
Lúcia Alves – Regina
Rosana Garcia – Juliana
Fábio Mássimo – Vicente
Córis Junior – Pedro
Jorge Alexandre – Chico Fantasia
Antônio Carlos – Manuel Vira Latas
Renata Fronzi – Carmem
Paulo Padilha – Dr. Cardoso
Pedro Paulo Rangel -

Por PAULO SENNA
Poucos sabem ou lembram, mas a primeira dama do teatro infantil, Maria Clara Machado, também escreveu uma novela.

Era uma história sobre jovens e o título não poderia ter sido mais bem escolhido: “A Patota”, que foi exibida pela TV Globo em 1972, às 18h.

A história girava em torno do sonho de uma patotinha, formada por Juliana (Rosana Garcia), Vicente (Fábio Máximo), Pedro (Córis Jr.), Tião (José Prata), que era um grupo de crianças moradoras de uma vila - construída nos arredores da Globo, no Jardim Botânico -, que misturava pobres e ricos e sonhavam em fazer uma viagem à África.

Para ajudar à criançada tinha uma professorinha muito simpática Neli (Débora Duarte) e seu namorado Jorge (Mário Gomes). No elenco estava também Marco Nanini (Prof. Simões), Renata Fronzi (Carmen), Paulo Padilha, Lúcia Alves (Sílvia), Flora Geny (Dona Aurélia), Macedo Neto, Lia Farrel, Zeni Pereira (Basília), Suzy Kirbi (Anésia), Lupe Gigliotti, Oswaldo de Andrade, Arthur Costa Filho, Antonio Carlos, Celso Murce e Martim Francisco.



Eu tive o privilégio de ter sido aluno de Clara, no Tablado. Portanto, fui testemunha de sua garra e paixão pelo palco do Teatro Tablado. Inclusive, na minha humilde opinião, aquele palco deveria se chamar Teatro Tablado de Maria Clara Machado.

Mas a doce e inesquecível atriz, diretor, produtora e escritora de peças infantil Maria Clara Machado não se enquadrou ao ritmo industrial de uma televisão, como declarou em uma entrevista concedida na época. O que as crianças e a turma do Tablado agradecem.

- Além das peças, escrevi a novela “A Patota”. Com ela eu quase morri. Um capítulo por dia é muita coisa. Eu sonhava com os personagens, minha vida ficou só isso, era um horror. Agora eles têm uma equipe, mas naquela época era eu sozinha. No final não dava mais para passar a limpo, eu ditava. Mas sempre fui rápida para escrever - lembrou a autora.

Apesar de todo o sacrifício que autora encontrou em escrever sua história, a novela teve bons índices de audiência.

FONTE : PAULO SENA Portal Globo

MOFOLÂNDIA

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

quarta-feira, fevereiro 14, 2007





Banana Split
Hanna & Barbera
1968 - 1970

quarta-feira, agosto 16, 2006

quinta-feira, março 02, 2006

Cicciolina


Marcelo Bulgarelli

Quem diria. Aquela moça mal comportada, hoje está com 54 anos. A cinquentona Ilona Staler, famosa na década de 80 como Cicciolina, ainda tenta ganhar a vida no mundo pornô.
O auge da carreira foi aos 36 anos quando se popularizou em filmes de sexo explícito. Chegou a ‘contracenar’ com Jonh Holmes, o ator todo poderoso e bem dotado do universo pornô.
Cicciolina, em italiano, quer dizer “gracinha’, ‘amorzinho’. Em 1987, o ‘amorzinho’ obteve 20 mil votos pelo Partido Radical e acabou no Parlamento Italiano. Além de votos, ganhou muitos apertões. Ilona Staller é húngara. Nasceu em Budapeste, em 1951. A família dela era abastada. Portanto, sempre comeu o que quis. Mimada, abandonou o curso de medicina para se dedicar a carreira de modelo.
Casou com um italiano em 1976, mas o rapaz não agüentou o apelido de ‘alce” e pulou fora. Nessa altura, Cicciolina mantinha um programa na Radio Luna conhecido como ‘falatório pornô’. Curiosamente, se dizia católica.
Famosa, passou para filmes eróticos. Não foi o suficiente e mergulhou no sexo explícito. Rainha do marketing, em 1990 ela se ofereceu para ‘fazer amor’ com Saddam Hussein a fim de evitar a Guerra do Golfo. Recentemente, voltou a se oferecer como ‘salvadora das pátrias’ na Guerra do Iraque.
Os anos 90 não foram lá grande coisa para a musa pornô. Um tanto decadente, veio ao Brasil tentar salvar o Ibope das novelas eróticas da TV Manchete. A emissora afundou. (abaixo, um vídeo com um hit da pornstar no inicio de carreira, em 1981)

ALMANAQUE CASSETA


Marcelo Bulgarelli

O Almanaque Casseta Popular foi a versão em revista do jornal O Planeta Diário, ambos com o espírito anárquico que tomou conta do humor brasileiro a partir da segunda metade da década de 80.
Tudo começou no campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com um jornalzinho mimeografado chamado Casseta Popular.
Foi uma brincadeira que foi crescendo, crescendo, absorvendo...
E no final de 1989, o mesmo grupo de Bussunda e Cia ainda gravou um compacto com a música “Mãe é Mãe” , politicamente incorreta.
A primeira edição do Almanaque Casseta Popular, saiu em março de 1986. A Casseta colaborava com O Planeta Diário e a turma acabou provocando a fusão dos dois grupos, o famoso Casseta & Planeta. A Globo apostou no grupo que substituiu o programa TV Pirata, a primeira tentativa de fazer algo na linha anárquica semelhante a adotada pelo grupo inglês Monthy Python. Porém, TV Pirata tinha um humor mais sofisticado, bem universitário. Casseta & Planeta - no ar até hoje - faz uma linha escrachada.
Hubert, um dos humoristas do grupo, disse que a origem do Casseta & Planeta foi durante o verão de 1988 no show ‘Eu vou tirar você desse lugar’, apresentado num horário alternativo do bar carioca Jazzmania.
O jornal Planeta Diário, com Hubert e Reinaldo, existia desde 1984 e fez muito sucesso com seu recheio nonsense - certa vez publicou a manchete hilariante: “Deputados comprados vieram com defeito.” Ou então : “Papa bota ovo na missa do galo”.
Recentemente, o humor de O Planeta Diário e do Almanaque Casseta Popular pode ser conferido nas edições especiais colocadas nas bancas de revista pela Mundo Estranho, uma divisão da Superinteressante. O preço é salgado: R$19,90. Quem diria que um jornalzinho universitário pudesse chegar a esse preço... História Completa de Casseta & Planeta mostra a trajetória dessa turma de estudantes que viviam desocupados e que resolveram virar desocupados milionários.
A saga, editada em três volumes, lembra personagens como Perry White, as Planetetes e Carlos Maçaranduba. Puro besteirol.

Flávio Cavalcanti


Nossos comerciais, por favor!". Esse era um dos bordões de Flávio Barbosa Cavalcanti, um dos apresentadores mais populares da televisão nas décadas de 70 e 80.
Começou em 1957 na extinta TV Tupi do Rio de Janeiro. Na década de 60, ficou famoso por ter entrevistado Jonh Kennedy na Casa Branca e também fez a barba do perigoso Tenório Cavalcanti.
Na década seguinte, ficou famoso ao mostrar reportgens sensacionalistas , sempre com gestos teatrais.
Mesmo simpático ao regime militar, foi alvo da ditadura quando em março de 73 entrevistou um mineiro que havia emprestado a mulher a outro homem. O programa foi suspenso por 60 dias.
Mesmo conservador, também protegeu em sua casa, em Petrópolis, a atriz Leila Diniz, outro alvo da censura.
Será lembrado por quadros como Um Instante, Maestro que revelava talentos da MPB.
Morreu aos 63 anos quando apresentava seu programa no SBT.

A FESTA DO MONSTRO MALUCO


Atenção galera saudosa da época de ouro da Sessão da Tarde. Um daqueles filmes deliciosos que marcavam presença na telinha acaba de sair em DVD dentro da série Dark Side da Works Editora.
É ‘A Festa do Monstro Maluco’ (Mad Monster Party), animação feita na técnica stop motion, produzida em 1966.
E por falar em monstros, a animação quadro-a-quadro apresenta uma superfesta tendo como anfitrião o próprio Frankenstein. Esse é um verdadeiro cult de horror e comédia musical. Drácula, a Múmia, Corcunda de Notre Dame, Dr. Jackill e Sr Hidde (O Médico e o Monstro), Lobisomem e até o estabanado Felix Flanklin, o sobrinho do anfitrião e futuro herdeiro do tio.
O melhor do CD, além da qualidade de imagem, é a trilha sonora original em inglês e também em português (a mesma dublagem apresentada na Sessão da Tarde).
O DVD é vendido em banca e custa R$19,90 junto com a revista.
(Marcelo Bulgarelli)

MINI CANTOR



Acreditem: eu tive um brinquedo desse. A potência era baixinha... Fez pouco sucesso em meados dos anos 70. Era fabricado pela Gianini, a mesma dos famosos violões.
Postado por marbulgarelli

MORRIS ALBERT



23/10/2005 12:22
Durante a década de 70, muitos falsos astros internacionais tomavam conta do rádio. Adotavam um nome estrangeiro e cantavam em inglês. Entre os mais famosos, o grupo Pholhas ("My Mystake"), Light Reflections (`Tell me once again´) e até Fábio Júnior que cantava com o nove de Mark Davis.
Mas de todos falsos gringos, o mais famoso foi Maurício Alberto Kaiserman, conhecido como Morris Albert.
Numa noite de 1973, na Serra da Cantareira, em São Paulo, ele compôs em um só fôlego o megahit "Feellings".
A música ganhou o mundo. Frank Sinatra, Julio Iglesias, Gloria Gaynor e uma infinidade de medalhões da música norte-americana gravaram a composição do brasileiro. Morris Albert ficou milionário.
Mas a maior dificuldade foi emplacar outro sucesso. Gravou "She´s my girl" que não teve a mesma repercussão.
O pior viria depois. Na década de 80, o francês Lou Lou Gasté entrou na Justiça afimando que "Feelings" era um plágio de "Pour Toi", escrita por ele. Fim de carreira para Morris que hoje dirige um estúdio de gravação no Canadá.
Postado por marbulgarelli

FAMILIA DÓ RÉ MI


16/10/2005 15:05
A Paramount Pictures vai levar o popular seriado A Família Dó-Ré-Mi para o cinema. O estúdio comprou os direitos de adaptação do próprio criador do programa, o dramaturgo Bernard Sale. Exibida a partir de 1970 pela rede ABC nos Estados Unidos, A Família Dó-Ré-Mi fez sucesso nos quatro anos em que esteve no ar. A série seguia as aventuras da família Partridge, formada pela mãe Shirley (Shirley Jones) e seus cinco filhos músicos (entre eles David Cassidy e Susan Dey). O programa era embalado por canções típicas dos anos 70 e recebia como convidados celebridades em alta na época, como as Panteras originais, e até futuras estrelas do cinema, como Jodie Foster e Mark Hamill.

Postado por Marbulgarelli

TICO TICO




HÁ 100 ANOS...
10/10/2005 23:32
Desta vez nós fomos longe. Mas a viagem é válida. Em 11 de outubro de 1905, era publicada a primeira revista brasileira de quadrinhos para crianças. Era o Almanaque do Tico-Tico que entre seus inúmeros leitores, tinha Carlos Drummond de Andrade.
Postado por Marbulgarelli
(comentar mensagem | 1 comentário )

CASAS DA BANHA



07/10/2005 01:25
Década de 70. Todos queriam visitar 'O Porcão', o primeiro hipermercado do Estado do Rio. Era a maior loja da poderosa Casas da Banha. Em 1975, o supermercado vendia avião e até casa pré-fabricada. Me lembro também que foi a primeira vez que vi uma tevê em cores. Descobri que o fundo do cenário do Jornal Nacional (com o Cid Moreira) era azul. Na foto, uma publicidade da época com Kate Lyra e que tinha o slogan:
- Satisfeita com as compras?
- Satisfeitissima!

Postado por Marbulgarelli

CHEGA DE MÁGOA



01/10/2005 19:58
Marcelo Bulgarelli
5/07/2005
Parece que foi ontem quando aconteceu a versão tupiniquim de We Are The World. Um grupo de mega-astros dos Estados Unidos havia se reunido para cantar contra a fome na Etiópia. Michael Jackson, Stevie Wonder, Paul Simon e uma galera entoaram o refrão We Are The World pelos quatro cantos do mundo.
A manifestação inspirou a criação do compacto (aquele disquinho em vinil) Nordeste Já. Em maio de 1985 (Há 20 anos!) mais de 100 preciosas vozes brasileiras gravaram Chega de Mágoa, uma criação coletiva em ritmo de reggae composta por Gilberto Gil, Caetano Veloso, Roberto Carlos, Erasmo e Vinícius Cantuária.
O compacto foi distribuído nas agências da Caixa Econômica Federal ao preço de 10 mil cruzeiros cada. A renda prevista foi de 5 bilhões de cruzeiros (não sei traduzir isso para reais. Em 85, a inflação era galopante). O dinheiro serviria para construir casas no Nordeste. Chega de Mágoa tinha solos de Djavan, Rita Lee, Elizeth Cardoso, Gal Costa, Maria Bethânia, Paula Toller, Chico Buarque e Tim Maia. Na abertura, o piano de Wagner Tiso e a voz de Milton Nascimento. Na regência, Dori Caymmi. Uma pérola.
"Te quero água pra beber/ Um copo d´água/ Marola mansa da maré/ Mulher amada/Te quero orvalho toda manhã", cantavam. Do outro lado do compacto, o poema musicado Seca D´água de Patativa do Assaré.
Na foto acima, tente identificar algumas figurinhas fáceis: Alcione, Cláudio Nucci, João Nogueira; Caetano, Bethânia, Tunai, Djavan, Gil, Chico, Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Ivan Lins, Fagner, Martinho da Vila e uma série de outros famosos. Nota: aquela menina de boca aberta e camisa branca, atrás da Maria Bethânia, é a Paula Toller aos vinte e poucos anos. A feia que ficou bela.

Postado por Marbulgarelli
(comentar mensagem | 3 comentários )

A ONDA RETRÔ

01/10/2005 19:49
Onda retrô é o mais novo filão do mercado

Marcelo Bulgarelli/Equipe O DIÁRIO - 22-08-2004

O matemático e cientista social Altair Aparecido Galvão acertou em cheio no artigo publicado em O DIÁRIO na edição de 30 de julho, sobre a Síndrome dos Kidults, a tentativa de adultos em retornarem ao passado sadio da infância perdida e reencontrada.
Kidults ou não, ou talvez apenas saudosistas, o fato é que os marmanjos entre 30 e 45 anos fazem parte das duas primeiras gerações criadas em plena indústria cultural, via cinema, história em quadrinhos. A mesma indústria que encontrou na televisão o canal para vender guloseimas, vestuário, brinquedos e todo tipo de quinquilharias.
Agora, o efeito xuxu beleza: a mesma industria cultural descobriu essa onda retrô que vai desde revistas, produtos alimentícios, sites especializados... É uma brasa, mora? (Acho que esse bordão é da década de 60). E dispare a primeira foto aquele que nunca teve uma Kodak Instamatica com aquele flash em formato de cubo...
Lembre-se: quem pede Grapette repete. A criança que não virou um ?Sugismundo? (lembra?) e está na faixa dos 30 a 45 anos sabe do que se trata. São as lembranças de uma infância em meio a programação de tevê, quinquilharias, alimentos calóricos, lendas urbanas (lembra da loira do banheiro?), hits de gosto duvidoso, cantores e bandas que pareciam descartáveis, jingles comerciais.
A Editora Abril aposta no sucesso da recém-lançada Flashback (nas bancas), revista que vem acompanhada de um CD com 30 jingles ?inesquecíveis?. São clássicos como o da ducha Corona: ?Apanho um sabonete, pego uma canção e vou cantando sorridente; duchas Corona um banho de alegria num mundo de água quente?. Lançado em 72, o jingle ainda teria uma versão impublicável cantada nos pátios das escolas.

A ERA ?DISCO?
?A pior saudade é a do não vivido?, filosofa o historiador maringaense Reginaldo Dias, 42, saudosista dos antigos cinemas Horizonte e Ouro Preto. Esse último marcou a década de 70 e ficava perto da praça Rocha Pombo. Mas muita gente acompanhou Reginaldo imitando Jonh Travolta ao som dos Bee Gees na pista da Senzala, discoteca ícone do final dos 70 em Maringá.
Situada a rua Neo Alves Martins, entre as avenidas Herval e Piratininga, a Senzala (dirigida por Calijuri) representou o desbunde do final dos anos de chumbo. Santa Esmeralda, Patrick Hernandez (Born to be alive!) KC and the Sunshine Band (Shake, Shake, Shake!) e outras pepitas empedradas rolavam nas caixas enquanto o mundo girava no globo de espelhos.
E quem não tem saudade que seque a primeira lágrima. Ou dê uma boa risada. Coloque esses sucessos numa festa e você vai perceber a pista invadida por quarentões. Não dançam como antigamente, é verdade. Mas esquecendo a vergonha do ridículo, é só colocar um peruca black power, roupas estampadas, medalhas no peito... (Os quarentões que me perdoe, mas a moda anos 70 foi expressamente de mau gosto).
Mas tudo é festa. O empresário da noite, Osler Colombari, completou seus 30 anos e seu bar ao som do melhor som dos 70. Ao som do Abba, os amigos e parentes fizeram a festa no MPB Bar, local de forte inspiração setentista. ?Cresci ouvindo o melhor da MPB, mas também conheci Pink Floyd, Bee Gees?, revela.
Daísa Poltronieri, produtora cultural, lembra da juventude bem vivida em 1978, ápice da moda ?disco?. Foi a rainha das discotecas, consagrada até no Rio de Janeiro. Poltronieri frequentava o concorrente direto do Senzala, a Sheiks, do Bira, situada na esquina da rua Santos Dumont com avenida Herval.
Na tevê, Sonia Braga brilhava em Dancin Days. Nos Estados Unidos, estreava Saturday Night fever ? Os Embalos de Sábado a Noite. A trilha sonora gastou as agulhas das vitrolas em todo o mundo. E numa promoção de O DIÁRIO e TV Cultura, foi realizado o grande concurso de dança da cidade.
?Eu fazia par com o Pedro Paulo Davantel?, entrega Poltronieri. Hoje, o antigo parceiro de dança é fisioterapeuta. Os dois dançavam ao som das Frenéticas, grupo criado por Nelson Mota e formado por ex-garçonetes da boate Frenetic Dancin Days, do Morro da Urca, no Rio de Janeiro (Abra as suas asas, solte as suas feras!).
A procura pelo concurso foi muito grande e a seleção teve de ser transferida para a Casa da Amizade, do Rotary Club, na avenida Cerro Azul. Poltronieri e Davantel levaram o primeiro prêmio entregue pelo prefeito João Paulino. Além do troféu, ganharam uma viagem de uma semana no Rio de Janeiro. ?Dançamos na Papagayo´s e fomos muito aplaudidos?, revela a rainha da discoteca.
Nas pistas, rolava Barry White, Billy Paul. Até então, os rapazes não tinham vergonha em dançar ?I Will Survive? na voz de Gloria Gaynor. Muito menos sabiam que o hit ?Macho Man? era cantado pelo grupo gay Village People, formado por rapazes sarados e vestidos com roupas de diferentes etnias e profissões.

NA TELINHA
Na tevê, ícones inesquecíveis como os seriados sessentistas Jeannie é um Gênio e A Feiticeira cujo personagem favorito era a Tabatha. Fez tanto sucesso que ainda hoje encontramos mulheres quarentonas com o nome da pequena feiticeira.
Ligar o aparelho de tevê (Colorado RQ, Telefunken...) também era um momento mágico. As válvulas demoravam a esquentar. Quando era desligado, ficava um ponto branco no meio da tela. Só para situarmos no tempo, até o início da década de 70 a maioria das tevês era em preto e branco. Pra disfarçar, teve gente que chegou a usar uma transparência com barras coloridas.
E embarcamos no Túnel do Tempo rumo à Terra de Gigantes : Banana Splits (o quarteto infantil psicodélico e a adorável música do ?tra lá lá?), Agente 86, Alf ? o ETeimoso, Vila Sésamo, Sitio do Pica-pau Amarelo, Capitão Aza, Topo Gigio, família Barbapapa, Mio e Mao, Globinho, Tv Tupi, Clube dos Artistas, Flavio Cavalcanti...
O maringaense Carlos Augusto Ferreira é um quarentão com gosto por seriados do tempo da tevê preto e branco. Morava num sítio e a sua grande felicidade era assistir Túnel do Tempo, Viagem ao Fundo do Mar, Jornada nas Estrelas. Recentemente, adquiriu diversas cópias de episódios de Daniel Boone (Daniel was a man, a big man!). ?Não vendo, não gravo. Não adianta insistir?, adverte ele, antes de outro quarentão solicitar uma cópia.
Entre suas preciosidades (Awika!), episódios de National Kid, seriado japonês da década de 60. Ou então, detalhes como o certificado da censura usado antes do início de casa filme, novela ou programa de tevê. Hoje, isso pode soar como algo conservador. Mas era um charme... Sem esquecer do antiecológico desenho Speed Racer em que o herói para ganhar a corrida dizima uma floresta inteira com o próprio carro.
Um seriado, porém, passou longe dos paranaenses, mas marcou época no eixo Rio-São Paulo. Trata-se de ?Vigilante Rodoviário?, as aventuras do policial Carlos e do cachorro Lobo. O radialista Dirceu Gomes de Mattos morava no interior paulista quando assistia as histórias: ?O ator que fazia o policial Carlos gostou tanto do personagem que entrou para a Policia Rodoviária quando a série terminou?, comenta Mattos, emocionado.

NA TELONA
E nos cinemas? Tubarão, King Kong 2, Caçadores da Arca Perdida, Exorcista, Guerra nas Estrelas, Poltergeist, sem esquecer dos filmes de férias da turma dos Trapalhões. No baleiro do Cine Plaza se pedia uma caixa de Mentex, chocolate Lollo, drops Dulcora, balas Paulistinha ou Juquinha, Lanches Mirabel, bala bonequinho, guarda-chuvas de chocolate...
E o que hoje é politicamente incorreto ou criminoso, passava despercebido na época. Quem nunca saboreou cigarrinhos de chocolate da Pan? A embalagem trazia dois meninos fingindo que estavam fumando (!).Ninguém questionava frases como ?colorido artificialmente? e ingeria sem culpa drops em pó (Kiko), suquinho na laranjinha de plástico ou o calórico Mandiopã, aquele salgadinho mergulhado no óleo. (Na lancheira, café com leite frio e sanduíche molhado: uma inhaca!).

NA VITROLA
Anos 80: meninas, tremei (ou Tremendo)! Aí vem os Menudos! E eles se apresentam em Londrina, em pleno Estádio do Café! A diretora administrativa da Rádio CULTURA AM, Patrícia Vieira, revela: ?Eu era fã dos Menudos. Saíram uns três ônibus de Maringá só para o show?.
Na mesma década, o LP da Blitz com a indefectível ?Você não soube me amar?. O disco tinha umas doze faixas, mas duas delas apareciam literalmente riscadas. Era obra da censura federal ainda tentando zelar pelos ?bons costumes? naquele efervescente verão de 1982. Menina Veneno, Eu Sou Free Demais... ?Disco é cultura?, dizia a contracapa.
Cada um de nós possui a trilha sonora de suas vidas. Mas não precisa ser tão nostálgico. Se quiser, experimente um CD do mineiro Emmerson Nogueira. São gravações acústicas da memória musical dos últimos 40 anos. Tem tudo lá. Dos anos 60 aos 80, músicas internacionais em arranjos não datados.
Se Nogueira é moderno ou ?clean? demais, o saudosista pode investir em ?Hits Again? coletânea da Som Livre com cantores nacionais cantando em inglês. Músicas meio breguinhas e irressistíveis com os desconhecidos Mark Davis (Fábio Júnior!), Pholhas (sucesso com ?My Mistake?) e Christian (?Don´t Say Goodbye?) que depois descambaria para sertanejo ao lado do irmão Ralf.
Todos são de uma época em que a música americana dominava as rádios. Cantar em inglês, então, era a melhor forma de ganhar o pão. Além disso, esses cantores faziam ?covers? de sucessos internacionais numa época em que as músicas originais demoravam até seis meses para atravessar o Atlântico. Em tempo: Reginaldo Dias adora essas velharias musicais e ainda coleciona músicas bregas de Odair José e Cia.

NO JORNALEIRO
Nas bancas, a revista Pop (adolescentes), Status (revista masculina) ou Cruzeiro (estilo Manchete) e a Playboy com a Xuxa pelada. Hoje a raríssima edição foi vendida por R$ 2 mil na internet, mas em Maringá um sebo está vendendo o ensaio com a famosa beldade por módicos R$ 300.
E perceba a volta da revista Recreio (relançada há cinco anos), dos discos coloridos com historias infantis (Coleção Disquinho, agora na versão CD), Coca Cola em vasilhame de vidro (também de volta ao mercado) .São alguns produtos que tentam ainda capitalizar a infância dos pais para os filhos de hoje. Até a sandália Melissa dá sinais de retorno...

NO ESTÁDIO
No esporte, o Flamengo de 1979, o primeiro campeonato do Corintians após duas décadas de jejum. (O sonho era acertar na loteca!), o calçado kichute (ou tênis Bamba ou Conga), a derrota pra Itália em 1982, João do Pulo, os uniformes Adidas com listras nas laterais. E o Grêmio campeão paranaense em 77! Sem falar no Londrina Esporte Clube que ganhava todas e recebeu o apelido de Tubarão devido ao sucesso do filme do Steven Spilberg!
E na arquibancada, sorvete de Kibon, Yopa ou da Gelatto (Dá-me um corneto!). Calças boca de sino, sapatos ?cavalo de aço? , camisas com gola gigante lavadas com sabão Rinso e cheiro de Pinho Campos do Jordão. Drops Kids de hortelã ou balas Soft (quem nunca engoliu uma inteira?), sodinha... No dedo, anel que vinha junto com o chiclete Ping Pong.

BRINQUEDOS
Entre os brinquedos, as fofoletes, a boneca Amiguinha, Suzy, Beijoca, bonecas de papel com roupinhas para vesti-las, Telejogo, Atari, a Ilha Secreta (dos Thumderbirds, hoje uma raridade), Cubo Mágico, bola ?dente de leite?, carrinhos de ferro, Genius, Atari, Telejogo, Pega Pega Troll, Velotrol, Tonka, Spirograf, canetas Sylvapen, Playmobil, piscinas Toni, as fábricas Glasslite, Coluna, Mimo e Atma. Jogos como Detetive, Combate e o clássico War.
E os animais de estimação: a moda dos hamsters e a breve passagem dos Kikos Marinhos ? o maior engodo da história. A criança jogava um pozinho na água e esperava os ?monstrinhos? crescerem. Na verdade, eram peixinhos ordinários que não duravam muito tempo.
Pois é. Você começa a perceber que está ficando velho quando tem saudades até de embalagem de chocolate. Sinais de velhice: não se conformar que o chocolate Lollo agora chama-se Milkbar; ou não comer manteiga Aviação que não seja de latinha. Pior: ter saudades do Biotônico Fontoura ou Emulsão de Scott. As mães insistiam nessas ?vitaminas? e as crianças fugiam pelo telhado. Mas ainda é melhor do que ter as terríveis aulas de moral e cívica...
Bom, já é hora de dormir, o mundo gira, a Lusitânia roda e o rocombole Pulmman bole-bole. A Atma é ótima. (Há um cheiro de Alfazema no ar ou será de Leite de Rosas?). Não perca o próximo capítulo...

SERVIÇO
Na internet www.retrotv.com.br - www.memorychips.com.br; na tevê por assinatura: Retrô TV;
Boomerang e sábados a tarde na Fox; nas bancas, revista Flashback; no rádio, às 11h10, jingles inesquecíveis na CBN; nas lojas, CDs de Emmerson Nogueira, Hits Brasil e outras ofertas.


Postado por Marbulgarelli

VIGILANTE RODOVIÁRIO



01/10/2005 19:29

Marcelo Bulgarelli/Equipe O Diário

'De noite ou de dia, firme no volante, vai pela rodovia, bravo vigilante. Quem está na faixa dos 50 anos e passou a infância nos estados do Rio ou de São Paulo, sabe cantar a música tema do Vigilante Rodoviário, primeiro seriado filmado brasileiro.
Os enredos eram ingênuos, mas até hoje são deliciosos de assistir. Artigo de colecionadores, a série é guardada a sete chaves pelos fãs do policial Carlos e do pastor alemão conhecido como Lobo.
Tudo se passava pelas estradas do país nos Sincas Chambord Três Andorinhas e os bandidos em DKWs.. No elenco, algumas beldades do cinema nacional, como Lola Brah (de ?Floradas na Serra?). Todas eram salvas ou gratas ao vigilante Carlos, interpretado pelo ator Carlos Miranda. ?Pegue-o, Lobo?, exclamava o policial.
Curiosamente, o ator Carlos Miranda ingressou na policia rodoviária assim que o seriado terminou. Fez carreira, no melhor estilo ?a vida imita a arte?.
Em 1978, Vigilante Rodoviário teria uma versão para o cinema. O filme foi rodado em cores na cidade paulista de Atibaia pelo criador do personagem, Ary Fernandes. Ele também foi o produtor e autor do roteiro Nessa versão, o vigilante foi interpretado pelo ator Antônio Fonzar. Mas os tempos já eram outros e a imagem pregada na memória pertence a Carlos Miranda.

marcelo@odiariomaringa.com.br


Postado por Marbulgarelli
(comentar mensagem )